enpt-br

Artigos

Porque eu digo NÃO ao Rio Grande do SIM

O que não falta nos governos gaúchos nos últimos 30 anos são slogans, a começar pelo governo  de Jair Soares durante a presidência de João Figueiredo: ”O Rio Grande somos nós, faça a sua parte”. Figueiredo tinha o seu também: ”Plante que o governo garante”. Não é por falta de slogans e campanhas que o nosso estado deixou de crescer. Um apanhado geral desses últimos 30 anos você encontra em um boletim do Simpro de 2011:

http://www.sinprors.org.br/extraclasse/jul11/economia.asp

Esse Rio Grande do SIM é mais uma tentativa, ao meu ver equivocada e oportunista, de se jogar para baixo do tapete as nossas mazelas a incompetência e falta de espírito público (sem falar da ética) dos últimos governos, lideranças empresariais, políticos (ah sempre eles…) e os interesses da mídia de um modo geral. Não se trata de ser do contra como a campanha sugere como sendo o motivo da nossa decadência.

Eu apoio o Rio Grande do NÃO.

- Não a incompetência dos governos Estadual e municipais.

- Não ao aparelhamento do Estado promovido pelos partidos políticos (é visível o inchamento da máquina estatal com CCs e FGs com os compadres dos partidos no poder).

- Não a Assembléia e Câmaras Municipais com altos salários e nenhum projeto que vise o bem comum e público.

- Não aos falsos messias que depois de eleitos só cuidam dos seus próprios interesses e seu bem estar futuros.

- Não a falta de estrutura mínima na saúde pública. Falta de hospitais, médicos, equipamentos e um projeto que atenda minimamente a população sem causar mais mortes por falta de recursos.

- Não a falta de uma malha rodoviária e ferroviária capaz de escoar a nossa produção primária e industrial.

- Não ao não cumprimento do piso básico dos professores estaduais.

- Não as escolas que estão caindo aos pedaços e a falta de transporte escolar na área rural.

- Não ao nosso abusivo sistema de transporte público.

- Não as decisões que impactam nosso presente e futuro com reflexos negativos para as próximas gerações e que são tomadas em gabinetes de governantes juntamente com as elites gaúchas.

Esta lista ocuparia um grande espaço em uma agenda positiva se realmente tivessem os nossos “líderes” interesse em mudar alguma coisa. Mas nada muda e só para exemplificar, a cada inverno recebemos a noticia que as emergências dos hospitais estão lotadas, os ônibus e vans das prefeituras do interior continuam a chegar em Porto Alegre carregadas de doentes todos os dias. Enquanto isso nem Estado nem Prefeituras tem dinheiro para novos investimentos em infra-estrutura, saneamento, saúde e educação. A única coisa que se vê é o triste espetáculo de um diretor de estatal jogando 46 mil reais pela janela para fugir de um flagrante de corrupção tão comum entre os políticos e suas criaturas. Não posso e não vou dizer SIM a esse Rio Grande!

Laerte Martins

25/08/2013