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Small is beautiful

Acho que foi durante a crise do petróleo nos anos 80 que se cunhou esta expressão. As grandes corporações viam seus lucros saindo pelo ralo enquanto as pequenas empresas enfrentavam bem a crise. Um cenário parecido com o de agora. Esse é o momento do Brasil investir em duas grandes fontes de riqueza: o ensino fundamental e médio e nos pequenos negócios.

Já está provado que a distribuição de vagas em universidades, embora louvável, não tem trazido os resultados esperados, justamente porque falta formação na base do ensino. Por isso a carência de mão de obra qualificada em qualquer ramos de negócios. O governo fala nisso? Não porque parece que o governo está apenas lutando para a reeleição, fazendo alianças com o diabo enquanto os brasileiros que pagam a conta estão, só para variar, esperando por alguma luz que ponha fim a séculos de deseducação.

Quanto aos pequenos negócios as coisas já caminham melhores graças ao empreendedorismo do nosso povo, algumas iniciativas da iniciativa privada, como por exemplo o micro-crédito que está alavancando o início de variados tipos de negócios e por parte do governo o apoio do Sebrae e a criação das micro e pequenas empresas. Mas existem negócios em todos os setores que não são desonerados como as pequenas e micro em função do seu faturamento. E é justamente ai que estão se criando mais vagas de trabalho. Nós costumamos chamá-los de médios empresários.

É com eles que eu mais gosto de trabalhar e sei de todas as dificuldades que eles passam. O que é uma média empresa? Segundo a legislação atual é que fatura mais de 500 mil reais por ano. Eu discordo dessa classificação e o Brasil teria muito a ganhar se desonerasse empresas com faturamento até 1 milhão de reais mês. Elas dão muitos empregos, exportam em sua maioria e no entanto estão sendo taxados com uma carga tributária gigantesca. Além dos custos indiretos com pessoal administrativo, contadores e consultores tributários apenas para se manter em dia com seus impostos.

Os pequenos negócios com este faturamento são maioria no Brasil e são tratados como e apenas “tax payers”. Ao invés de tocarem e melhorarem seus negócios com atualizações tecnológicas, pesquisa e melhores e mais competitivos produtos, vivem sobressaltados a espera do próximo imposto. A receita de um grande país é simples, resolvidos os problemas crônicos com a saúde: educação de qualidade desde a primeira infância até a faculdade e desoneração das pequenas e médias empresas.

Laerte Martins
14.04.2013